Um dia volto a fazer o Caminho de Santiago, mas desta vez sem pressas. Um dia parto dos Pirenéus em direcção a Santiago de Compostela. Um dia volto a fazer o Caminho de Santiago com a minha irmã do coração, mas da próxima vez vamos partir do Porto, ou de Chaves ou de Viseu e a paragem obrigatória será pernoitar no Convento de Herbón.
Um dia volto aos Açores, volto para a minha cidade dos Açores que sempre será Angra do Heroísmo, volto às lagoas de São Miguel, volto a passear no porto do Faial, volto a provar licor de amora no Pico, volto para as praias maravilhosas de Santa Maria, mas um dia tenho mesmo que conhecer as duas ilhas que me faltam, o Corvo e as Flores.
Um dia faço uma road trip, sem destino, sem caminho traçado, apenas com um mapa para ir espreitando de quando em vez. Pode ser que nesse dia já tenha uma autocaravana e possa assim viajar como um caracol.
Um dia faço um InterRail. O primeiro será em Itália, depois seguira-se-ão outros, por Espanha e pelas capitais Europeias. Nesses dias vou dormir nos comboios e nas estações, vou andar com a mochila às costas (que para mim é a melhor maneira de viajar), vou contar o dinheiro para poder entrar em todos os museus e monumentos, vou conhecer catedrais, praças e miradouros. E o que para mim é obrigatório, mais do que conhecer os museus e monumentos é provar a comida típica de cada local.
Um dia parto sem pressa de voltar, vou ao sabor do vento conhecer novos lugares, novas pessoas, novos cheiros e novos sabores.
(para mim viajar é uma necessidade tão grande como dormir ou comer, mas infelizmente este será o segundo ano consecutivo que não vou viajar. o que me custa neste verão não é o facto de estar fechada em casa a escrever a tese, é ter a mochila encostada, é não poder planear nenhuma viagem, é não sair daqui e conhecer outros lugares.)