20 de novembro de 2013

Até que a utopia nos separe

"Ouve-se por aí: “Amor? Já não acredito em nada disso.”.

Mas… como assim? Quer dizer que deixaste de acreditar que tens a capacidade de gostar de pessoas e de partilhar coisas bonitas com elas? Então mas… controla-se, isso?

Essa coisa de amar alguém tem um botão de “on” e “off” e andámos todos a desligá-lo da corrente nos últimos anos? É isso? Eu acho que o problema é que antes se embalavam as crianças ao sabor de histórias onde os protagonistas usavam coroas e rasgavam os céus montados em cavalos brancos. Agora, como já pouco se brinca com esse imaginário, e são também raras as histórias que ainda terminam com o triunfal “felizes para sempre”, parece que se declarou a morte ao amor. Pois bem, ele existe, está de boa saúde, come legumes e verduras e pratica desporto três vezes por semana. É um amor da vida real.

As utopias são isso mesmo, utopias. Só existem em paralelo com outra realidade, caso contrário não existem. Ou seja, o amor não anda montado em cavalos. E as pessoas não usam coroas ou vestidos de seda e tule bordado para ir trabalhar no dia-a-dia. O “felizes para sempre”, sabes quando é que ele aparece num livro ou num filme? No fim. Alguém teve de escrever tudo o que está para trás. Há uma história repleta de peripécias e também com algumas bruxas — sim, das que têm verrugas — e um ou dois dragões que cospem fogo pelo meio.

É uma história que se vive a um compasso duplo, lado a lado, a dois. São as músicas que se ouvem e cujas letras ambos conhecem de trás para a frente, os planos para amanhã que se tornam em programas de hoje e que se prolongam noite dentro. Os lábios a saber a mar que se enlaçam no Verão, o chapéu-de-chuva que se partiu mas que não é por isso que deixa de servir para abrigar os dois e os pequenos-almoços com direito a torradas queimadas porque se deixaram ficar na cama mais um bocadinho naquele domingo.

Mas isto dá trabalho. Escrever um livro inteiro, entrelaçar tantos episódios, tantos capítulos, pontuar sem tirar o sentido das frases, evitar o uso excessivo de reticências, transformar pontos finais em pontos e vírgulas…! Uff! É obra. Talvez seja por isso que a grande maioria de nós acaba por criar blogues ou escrever rúbricas para jornais de quando a quando. Dá menos trabalho, não requer tanta imaginação, tanto tempo disponível.

Mas o amor não se presta a essas coisas da disponibilidade. O amor é prosa, é narrativa, é poesia. São as histórias que escrevemos a dois, e dão mesmo trabalho, e levam-nos mesmo muito tempo. Por isso, se quiseres chegar ao final da tua história e pontuá-la com um majestoso “vivemos felizes para sempre, SIM”, tens muito que escrever.

Que se deixem as personagens que usam varinhas de condão para as utopias, que se retire a declaração de óbito ao amor, se faz favor!"

19 de novembro de 2013

17 de Dezembro o meu dia D

Hoje acordei* com O e-mail com que estava à espera e instalou-se o pânico!

*começa a hiperventilar* 

*na verdade já estava acordada deste as 4:30 porque já sabia que O e-mail estava para chegar...

18 de novembro de 2013

Strength

Apesar do dia estar quase a terminar, nunca é tarde para assinalar mais uma segunda sem carne. Hoje trago um pequeno vídeo inspirador de Patrick Baboumian, um dos homens mais fortes do mundo e... vegan!


Para ver a versão legendada aqui.

17 de novembro de 2013

Sei que filmes viste a semana passada... #15

Esta rubrica está tão, mas tão atrasada! Tenho filmes que vi em Junho/Julho e que nunca cheguei a comentar, agora é um drama para me lembrar de alguma coisa relevante acerca do filme.

The Impossible
Quando este filme saio lembro-me que houve muita contestação por ter sido escolhida uma família branca e americana, na verdade este critério passa-me ao lado, é uma família americana porque assim dá mais lucro, mas não é por isso que o filme perde qualidade.
A mim, pessoa sensível que sou dramas que evolvem a família e ferimentos graves como os da mãe fazem-me muita aflição, apesar disso devo dizer que o filme está muitíssimo bem feito, principalmente na altura do tsunami.
No fim correu tudo bem, como o filme é baseado numa história verídica dá uma dimensão maior ao mesmo.





Take This Waltz
Fiquei a conhecer o filme através do Instragram do Nuno Markl, por ser um filme romântico e com o selo do Nuno Markl foi logo direitinho para a minha lista de filmes a ver.
Este filme trata a dualidade entre a Paixão e o Amor. Margot uma mulher casada, conhece Daniel numa viagem a França, no regresso descobre que ele vive na mesma rua que ela. Desde o primeiro momento que há uma grande atração entre os dois e os meus momentos preferidos no filme foi a maneira como eles se aproximavam e estavam juntos, mas sem nunca se tocarem, por ela ser casada, até que finalmente ficam juntos. No fim, o filme desiludiu-me um pouco... Trocar o Amor pela Paixão nem sempre é uma troca segura.



Whale Rider
O melhor de ir buscar filmes à biblioteca é encontrar um filme tão bom como este e que eu nunca iria descobrir se não o encontrasse lá.
Este é um filme encantador, que conta a história de uma tribo com uma relação muito forte com as baleias desde os tempos antigos. O avô da Paikea é o actual ancião da tribo e procura entre os rapazes mais novos da tribo um descente, enquanto nega a competência inata da sua neta para assumir a sua posição, pois sempre foi um homem a assumir esse cargo.
Deste filme é importante ressaltar a actriz Keisha Castle-Hughes no papel de Paikea e que aos 12 anos foi nomeada para o Ócar de melhor actriz.



The Phantom of the Opera
Há uns 5 anos li o livro Fantasma da Ópera, mas na altura a história não me prendeu, tenho para mim que ler um livro e gostar ou não dele, depende muito do momento, e quando li o Fantasma da Ópera não foi o momento certo para o apreciar.
De qualquer maneira ver o filme deste musical é totalmente diferente de ler o livro e na verdade adorei o musical e as músicas. Sou apologista de ler o livro primeiro e ver o filme depois, mas neste caso, basta ficar pelo filme.

14 de novembro de 2013

Bolo de Castanhas

Andava eu por Lisboa e Aveiro a chorar que ainda não tinha comido castanhas (a minha perdição nesta altura do ano) e a saber que este ano os dois castanheiros do quintal da casa da minha mãe deram castanhas como nunca (já passaram os 40kg).
Isto não há nada como voltar a casa da mãe para tirar a barriga de misérias. Cheguei na terça-feira à noite e ontem houve castanhas cozidas, assadas e bolo de castanhas!
Foi a primeira vez que fizemos e ficou aprovadíssimo! No dia a seguir (hoje) sabe ainda mais a castanhas.


Ingredientes:
* 0,5kg de castanhas cozidas
* 250g de açúcar
* 125g de manteiga
* 5 ovos
* 2 c. de chá de fermento em pó

Preparação:
1. Coza, retire a pele e passe as castanhas pelo passe-vite até obter um puré. Pré-aqueça o forno a 160º. À parte, bata o açúcar com a manteiga e junte-lhe as gemas. Envolva ao puré de castanhas, deite o fermento e, por fim, as claras batidas em castelo.
2. Leve ao forno em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, durante 45 minutos, ou até verificar que está cozido.

Nota: Como temos muitas castanhas fizemos a receita a dobrar. 
Eu aqueço sempre um pouco a manteiga no micro-ondas para ser mais fácil juntar ao açúcar e fizemos o puré de castanhas no liquidificador, dá muito menos trabalho!

13 de novembro de 2013

Mataram o amor. Viva o amor!

"Se o amor tem um luto, o meu foi ontem a enterrar, e a semana não acabará sem que a missa de sétimo dia aconteça.

Na verdade, só o amor sentido é que se veste de negro. É o que se carpe. Amor que é amor é amor fadista de xaile negro pelas costas... é amor que se ama de olhos fechados. É amor em si, em lá e dó.

O amor de verdade tem um corpo que demora a arrefecer, às vezes uma vida inteira. E uma vida inteira é muito tempo. E agora, seguem-se os cinco passos do luto, tão estúpidos quanto humanos.

1. Negação e isolamento: "Isto não pode estar a acontecer. Não pode."

2. Raiva: "É tão injusto. Eu dei tanto. Eu fiz tanto. Eu ainda gosto tanto. Tanto."

3. Negociação e diálogo: "Vou tentar ver o lado positivo. E é desta que vou começar a ir religiosamente ao ginásio."

4. Depressão: "Não consigo. Estou tão triste. É tão frustrante. Será que alguma vez vai passar?"

5. Aceitação: "Vai. Vai passar."

É um amor que não recebe visitas, que não se celebra nunca, que não recebe flores, nem para inglês ver, nem sequer em dia de finados.

É a dor que não tem direito a três dias de dispensa no trabalho. É dor que não merece os "sentimentos" de ninguém, nem palmadas nas costas, nem alteração do estado no bilhete de identidade. 

E porque raio é que isto é menos do que um luto a sério, mesmo quando não é um luto a brincar? Quando se despede de alguém que se ama, iça-se a bandeira a meia-haste e faz-se feriado pessoal.

Esta eterna saudade é verdadeira. Mesmo quando se corre o risco de ver o finado numa noite no Cais do Sodré.

O verdadeiro amor, raramente falece de morte natural. Geralmente é brutalmente assassinado, digno de capa do "Correio da Manhã". Julgado como crime passional numa trágico-comédia de sala de psicólogo.

"É uma pena, ninguém estava à espera. Era um amor tão novo."

Queres saber como é que reages ao luto? Lutando."

1 de novembro de 2013

O princípio do fim...

É só para avisar que sim, consegui sobreviver e ontem entreguei o documento provisório da dissertação.

Na verdade, estava à espera que houvesse confetes e fogo de artifício depois de ter entregue a dissertação na secretaria do Departamento, mas nada de nada... 

A ver se depois da defesa há festa, porque eu mereço! xD

Entretanto ainda tenho muito trabalho para fazer, mas aos poucos e poucos vou voltando à vida e já posso respirar um bocadinho mais fundo.