14 de novembro de 2013

Bolo de Castanhas

Andava eu por Lisboa e Aveiro a chorar que ainda não tinha comido castanhas (a minha perdição nesta altura do ano) e a saber que este ano os dois castanheiros do quintal da casa da minha mãe deram castanhas como nunca (já passaram os 40kg).
Isto não há nada como voltar a casa da mãe para tirar a barriga de misérias. Cheguei na terça-feira à noite e ontem houve castanhas cozidas, assadas e bolo de castanhas!
Foi a primeira vez que fizemos e ficou aprovadíssimo! No dia a seguir (hoje) sabe ainda mais a castanhas.


Ingredientes:
* 0,5kg de castanhas cozidas
* 250g de açúcar
* 125g de manteiga
* 5 ovos
* 2 c. de chá de fermento em pó

Preparação:
1. Coza, retire a pele e passe as castanhas pelo passe-vite até obter um puré. Pré-aqueça o forno a 160º. À parte, bata o açúcar com a manteiga e junte-lhe as gemas. Envolva ao puré de castanhas, deite o fermento e, por fim, as claras batidas em castelo.
2. Leve ao forno em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, durante 45 minutos, ou até verificar que está cozido.

Nota: Como temos muitas castanhas fizemos a receita a dobrar. 
Eu aqueço sempre um pouco a manteiga no micro-ondas para ser mais fácil juntar ao açúcar e fizemos o puré de castanhas no liquidificador, dá muito menos trabalho!

13 de novembro de 2013

Mataram o amor. Viva o amor!

"Se o amor tem um luto, o meu foi ontem a enterrar, e a semana não acabará sem que a missa de sétimo dia aconteça.

Na verdade, só o amor sentido é que se veste de negro. É o que se carpe. Amor que é amor é amor fadista de xaile negro pelas costas... é amor que se ama de olhos fechados. É amor em si, em lá e dó.

O amor de verdade tem um corpo que demora a arrefecer, às vezes uma vida inteira. E uma vida inteira é muito tempo. E agora, seguem-se os cinco passos do luto, tão estúpidos quanto humanos.

1. Negação e isolamento: "Isto não pode estar a acontecer. Não pode."

2. Raiva: "É tão injusto. Eu dei tanto. Eu fiz tanto. Eu ainda gosto tanto. Tanto."

3. Negociação e diálogo: "Vou tentar ver o lado positivo. E é desta que vou começar a ir religiosamente ao ginásio."

4. Depressão: "Não consigo. Estou tão triste. É tão frustrante. Será que alguma vez vai passar?"

5. Aceitação: "Vai. Vai passar."

É um amor que não recebe visitas, que não se celebra nunca, que não recebe flores, nem para inglês ver, nem sequer em dia de finados.

É a dor que não tem direito a três dias de dispensa no trabalho. É dor que não merece os "sentimentos" de ninguém, nem palmadas nas costas, nem alteração do estado no bilhete de identidade. 

E porque raio é que isto é menos do que um luto a sério, mesmo quando não é um luto a brincar? Quando se despede de alguém que se ama, iça-se a bandeira a meia-haste e faz-se feriado pessoal.

Esta eterna saudade é verdadeira. Mesmo quando se corre o risco de ver o finado numa noite no Cais do Sodré.

O verdadeiro amor, raramente falece de morte natural. Geralmente é brutalmente assassinado, digno de capa do "Correio da Manhã". Julgado como crime passional numa trágico-comédia de sala de psicólogo.

"É uma pena, ninguém estava à espera. Era um amor tão novo."

Queres saber como é que reages ao luto? Lutando."

1 de novembro de 2013

O princípio do fim...

É só para avisar que sim, consegui sobreviver e ontem entreguei o documento provisório da dissertação.

Na verdade, estava à espera que houvesse confetes e fogo de artifício depois de ter entregue a dissertação na secretaria do Departamento, mas nada de nada... 

A ver se depois da defesa há festa, porque eu mereço! xD

Entretanto ainda tenho muito trabalho para fazer, mas aos poucos e poucos vou voltando à vida e já posso respirar um bocadinho mais fundo.

25 de outubro de 2013

How to write your thesis in ten minutes a day...

(clicar na imagem para aumentar)

Portanto, a modos que estou na segunda fase. Se não tiverem notícias minhas depois de 31 de Outubro, é porque não sobrevivi.

21 de outubro de 2013

Aquele momento em que...

...estou sem criatividade para escrever sobre criatividade.

Palestra de Gary Yourofsky na segunda sem carne

Infelizmente este é um daqueles post que vai passar ao lado de muita gente (isto tendo em conta que passam por aqui poucos, talvez não interesse mesmo a ninguém... mas adiante), porque a blogosfera é feita de roupa e sapatos, lugares bonitos, sushi e afins. Mas se há coisa que eu ainda tenho é esperança. A ver se este meu texto e a palestra mudam um pouco os hábitos de alguma pessoa. 

Tinha este documentário em stand by já há algum tempo, até que na quinta-feira passada decidi ver e é sem dúvida uma das melhores palestras que eu já vi!

Gary Yourofsky é activista dos direitos dos animais e vegan há 15 anos. Nos últimos anos tem percorrido os Estados Unidos dando palestras em escolas. Gary afirma que comemos carne, peixe, queijo e ovos por quatro razões: hábito, tradição, conveniência e sabor.

A essas quatro razões junto mais uma: ignorância. Acredito que mais conhecimento alarga os horizontes e ajuda-nos a descobrir novas formas de viver. Desta maneira esta palestra enquadra-se no principio das segundas sem carne. Não espero que ninguém se torne vegetariano ou vegan de um dia para o outro, mas pelo menos um dia por semana porque não deixar a carne, peixe e ovos de lado?
Por nós, pelos animais e pelo planeta é necessário ter uma alimentação mais consciente.

Palestra de Gary Yourofsky


Devo dizer que fiquei muito mal disposta com o primeiro vídeo que ele apresenta, onde vemos como os animais são tratados nos matadouros. No segundo vídeo onde vemos um homem a bater em vacas e num bezerro, só me deu vontade de espancar o homem!
Não podemos assobiar para o lado e fingir que isto não acontece. Acontece sim! E é na indústria do leite. Acontece porque queremos começar o nosso dia com uma tigela de cereais e leite.

Aqui em casa já há muito que aderimos ao leite de soja, mas ainda bebíamos o leite de vaca com os cereais da manhã, mas na sexta-feira, no dia a seguir de vermos esta palestra, abrimos o último pacote de leite de vaca que tínhamos aqui em casa e decidimos não voltar a beber leite de vaca.

Sessão de perguntas e respostas


Para quem teve paciência para ver uma palestra de duas horas sobre vegetarianismo e direito dos animais, digam lá, o homem é mesmo inspirador né?

20 de outubro de 2013

Wishlist #6

Cada vez mais custa-me gastar dinheiro em livros. Principalmente porque é para os ler uma vez e nunca mais pegar neles. Ainda assim vou comprando livros, principalmente se estiverem em promoção e se forem dos meus autores preferidos.

Mas ultimamente os livros em que prefiro investir dinheiro, são aqueles em que posso aprender (não se incluí aqui os livros da tese, esses são mesmo por obrigação), é nesse âmbito que aqui apresento dois dos livros que quero mesmo comprar.


O espanhol Marc Estévez Casabosch, aos 20 anos nunca tinha cultivado nada e não comia vegetais. Até que decidiu descobrir de onde "vêm os alimentos" e rumou aos Pirenéus, desde então dedicou-se à agricultura e agora 12 anos depois ele e a sua família vivem praticamente daquilo que cultivam.
Como um dos meus objectivos a médio prazo é ter um casa com um quintal suficientemente grande para poder cultivar, este livro é o melhor para começar a estudar sobre o assunto.



Tenho para mim que aquelas malditas gorduras localizadas na minha barriga e na anca, não estão cá devido aos doces, mas por causa do trigo. Por isso, já há muito que pensei mudar os meus hábitos alimentares, mas o hábito é tramado!
Deste modo, este livro do Dr. William Davis, cardiologista americano, enquadra-se perfeitamente nesta minha tentativa de banir o pão e as massas, até porque traz receitas, o que permite adaptar ainda melhor a alimentação.